Novo vídeo sobre a “Cidade Jardim”

Muiraquitã realiza documentário sobre o samba de MG

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Conheci o pessoal da atual diretoria da Escola de Samba Cidade Jardim que, de maneira elegante e solícita, se colocou à disposição para ajudar no documentário. Um pessoal corajoso que enfrentou o poder público municipal na luta pela manutenção da única quadra de escola de samba que existe em BH (ver foto acima). E venceram! São lutadores, herdeiros de uma estirpe de sambistas que historicamente lutam não apenas pelo samba, mas também por uma sociedade mais justa;

CONTINUA AQUI.

Jantar comemorativo dos 50 anos da Revolução Cubana

Além dos 50 anos da Revolução Cubana, podemos celebrar também o fato da OEA ter revisto sua posição e revogado a expulsão de Cuba desta organização. A festa será na Escola de Samba mais premiada de BH e que recuperou seu galpão das mãos da prefeitura do PT, agora, aliado do PSDB.

Numa parceria entre a Associação Cultural José Martí e a Cidade Jardim, será realizado, dia 06/06 um jantar comemorativo, na quadra desta entidade.

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Convite: Aniversário de 48 anos da Cidade Jardim

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Vitória! Prefeitura devolve imóvel à Cidade Jardim

O Prefeito de Belo Horizonte, no exercício de suas atribuições legais, nos termos do disposto na Lei n° 2.324, de 17 de junho de 1974, e dos arts. 31 e 38, inciso II, da Lei Orgânica do Município, Concede Permissão de Uso do imóvel que menciona ao Grêmio Recreativo Escola de Samba Cidade Jardim. confiram no DOM – Diário Oficial do Município, o DECRETO Nº 13.514 DE 18 DE FEVEREIRO DE 2009. Acesse-o por aqui!

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Estação Primeira de Mangueira solidariza-se com Cidade Jardim

Eu estou de inteiro acordo com vocês, de que a cultura brasileira, não pode deixar de ser divulgada em nosso pais. Contem comigo para ajudar a vencer esta luta, que não pertence só a vocês e sim a todas as Escolas de Samba do Brasil. Guerra Peixe, Vice-Presidente Cultural da Mangueira

Veja nossas fotos e vídeos

Acesse fotos e vídeos disponibilizados por Júnia Bertolino, clicando aqui: FOTOSVÍDEO 1; VÍDEO 2

Manifesto em defesa do samba

 

O povo belorizontino está em luta mas ainda não está de luto: quer devolver a escola de samba mais premiada e vitoriosa de seus carnavais, o Grêmio Recreativo e Escola de Samba Cidade Jardim, ao tradicional galpão construído com seus próprios recursos, o qual ela ocupou durante mais de 30 anos no Conjunto Santa Maria, Zona Sul da cidade.

 

Em 19 de agosto passado, a Prefeitura, de surpresa e rompendo acordo feito 15 dias antes, executou o despejo do G.R.E.S. Cidade Jardim, por ordem judicial e com força policial.

 

O despejo, disfarçado de propósitos sociais, na verdade atende a interesses das oligarquias municipais e foi imediatamente repudiado pela comunidade do Conjunto Santa Maria, em manifestação por escrito chancelada pela associação do bairro.

 

Dia 09 de setembro de 2008, as lideranças populares e políticas descontentes com mais este ato de despotismo e de insensibilidade das autoridades diante dos valores culturais e históricos da cidade, se reuniram para debater o tema e redigiram o seguinte Manifesto.

 

Manifesto Cidade Jardim

Em defesa de uma das maiores riquezas nacionais: o samba

 

O carnaval ainda é a maior manifestação da cultura popular brasileira.

 

Feito de alegria e liberdade, duas forças irmãs que não podem ser separadas, tem por alimento o samba, uma das maiores riquezas nacionais.

 

O barracão das escolas de samba são as usinas de criação e produção dessa riqueza, única no mundo e genuinamente brasileira.

 

Nas últimas décadas observou-se o desmonte paulatino e sistemático das estruturas sociais e históricas que deram berço, vida, crescimento, exuberância e transcendência mundial ao carnaval brasileiro, no decorrer de quase todo o século passado.

 

O despejo da Escola de Samba Cidade Jardim de seu barracão é parte dessa estratégia, e não atinge somente uma propriedade social de tradição, o que por si já o torna um ato despótico uma vez que as comunidades atingidas não foram consultadas.

 

Deve ser visto como um atentado aos interesses nacionais e populares, e como tal deve ser encarado por todos os brasileiros que amam o samba e o Brasil.

 

Se concretizada a perda de seu barracão, será o fim da Escola de Samba Cidade Jardim.

 

E – por que não? – o precedente aberto para o fim das escolas de samba em todo o país, cujos barracões ocupem terrenos cobiçados pelas oligarquias locais.

 

O carnaval de Belo Horizonte já foi o segundo maior carnaval brasileiro. Nele brilharam músicos, passistas, bailarinas e artistas do samba que encheram de orgulho histórico e artístico não só a nossa cidade, mas, também, o nosso estado e todo o país.

 

Hoje, depauperado pela incúria e o descaso das administrações municipais, estaduais e federais, em particular as dos últimos dez anos, é um carnaval moribundo e não pode sequer reivindicar sua colocação entre os dez maiores. O fim da nossa principal e mais tradicional escola de samba poderá significar o golpe de misericórdia no nosso carnaval.

 

Para impedir que tal atentado se concretize, conclamamos o apoio e a solidariedade:

 

- de todas as escolas de samba de Belo Horizonte;

- de todas as escolas de samba de Minas Gerais;

- de todas as escolas de samba do Brasil;

- de todas as entidades vivas de cultura brasileira;

- de todos os brasileiros que não abrem mão do samba como alimento da alegria e da liberdade do nosso povo.

 

Pelo samba e as escolas de samba!

Pela cultura popular brasileira!

Pelo renascimento do autêntico carnaval no Brasil!

 

Belo Horizonte, 9 de setembro de 2008.

Manifesto de Zuingler Ribeiro pelo resgate da cultural de BH

CULTURA: acervo intelectual, espiritual, sistema de atitudes, modo de agir, costumes e instituições de um povo, de uma civilização ligada às artes culturais e regionais. Enfim, falar de cultura é falar de vida, é falar de desenvolvimento.  

Há tempos que nossa cultura está dispersa ou esquecida, há tempos que as nossas manifestações culturais estão fora dos espaços de nossa cidade, há tempos que não temos mais o carnaval da Avenida Afonso Pena.

 

Há tempos que não vemos mais as Escolas de Samba e os blocos caricatos desfilarem pelas ruas de nossa cidade.

 

Chegou-se até a proibir o desfile da Banda Mole…

 

Me pergunto: Porque acabaram com o CARNAVAL de Belo Horizonte, até o CARNABELÔ que trazia 200 mil turistas para BH parou?

 

Cadê as nossas festas juninas que aconteciam em quase todas as ruas de BH, no mês de julho, que por sinal também traziam turistas para a nossa cidade.

 

Conseguiram acabar inclusive com o festival de papagaios no PARQUE DAS MANGABEIRAS.

 

Ás vezes eu me pergunto o que esta acontecendo com a nossa CIDADE que a 10 (dez) anos atrás era a 3ª Capital do País e hoje é a 5ª. Quando chega o fim de semana ou véspera de feriado, a nossa cidade fica entregue às moscas.

 

Meus amigos, este é o descaso do poder público que acabou com tudo, dizendo que estas manifestações culturais incomodavam Belo Horizonte.

 

Nosso prefeito que só se preocupa em aumentar os impostos e proibir nossas manifestações culturais é o mesmo que vai para a televisão e fala QUE O AXÉ BRASIL VIROU PATRIMONIO DA CIDADE, um prefeito que nos fins de semana, feriados e carnaval vai para o Rio de Janeiro encontrar com o governador Aécio Neves.

 

Nós não merecemos isso, nosso patrimônio cultural são nossos MUSICOS, nossos ARTISTAS, nossas MANIFESTAÇÕES, nossa identidade, este patrimônio não pode morrer, chegou a nossa vez, chegou à nossa hora, somente nós podemos mudar o que foi perdido em todos estes anos de descaso do poder publico.

 

Queremos tudo de volta e muito mais: Que a FLORESTA seja um corredor CULTURAL para SANTA TEREZA, onde surgiu um dos maiores movimentos culturais mineiros, o Clube da Esquina.

 

Temos o dever de resgatar o berço boêmio e cultural de BH, o carnaval, as manifestações populares. Carlos Drummond de Andrade viveu e morou na floresta.

 

Em 1935, NOEL ROSA veio a BH tratar de sua tuberculose e a FLORESTA foi fonte de inspiração para suas canções. 

 

A boemia da floresta e Santa Tereza se traduzem no boêmio Helio Mala ou H Mala (em memória) com o seu cavaquinho, suas composições e seu Jornalzinho “O ODIO” que falava de política e destes dois bairros boêmios por excelência.

 

Nosso saudoso PAULINHO CAZUZA (em memória) e tantos outros músicos que já se foram, mas felizmente dedicaram suas vidas a cultura de Belo Horizonte.

 

Enfim, amigos, comerciantes e população de BH, devemos apoiar pessoas que traduzem os nossos sentimentos e podem contribuir muito com o resgate de nossa cultura e cidadania.

Pessoas que podem contribuir para que possamos fazer uma importante mudança política no intuito de resgatar nossa cultura.

 

À HORA É AGORA, VAMOS MUDAR ISSO. Como diria CARLOS DRUMOND DE ANDRADE:

 

“A VIDA É SUBIR BAHIA E DESCER FLORESTA.”

 

Vamos resgatar o perfil cultural de nossa amada Belo Horizonte!

 

 

ZUINGLER RIBEIRO

 COMERCIANTE E PRODUTOR CULTURAL

 Morador da floresta ha 48 anos

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